24 de jan. de 2009

No me agarrás más


Creo en Dios, creo en Buda, creo en el I Chin creo en todos los mormones y en el Tao te kin creo en Cristo y en Jesus y en lo Ayatolas y te juro por Dios que creo en Satanás creo en platos voladores, creo en el amor y también creo en al odio y creo en el rencor. Creo en el Pastor Jimenes, creo en Rasputín y hasta tengo una secreta fe en Tribilín pero a vos ya no te creo no te creo más, no te creo ni la hora ya no me engañás y no sé si estás mintiendo o es que delirás pero sé que vos a mi ya no me agarrás más. Creo en Krishna, creo en Thor, creo en Belsebú y en las buenas intenciones de Patoruzú también creo en las piramides y en el gurú creo todo lo que dice Pedro Romaniuk soy creyente de la Fifa, creo en Avelange y me trago lo del pelo de Silvio Soldán Creo en Yeltsyn, en Valesha, creo en Arafath creo en Viscontea y en editorial Salvat, pero a vos ya no te creo no te creo más, no te creo ni la hora ya no me engañás y no sé si estás mintiendo o es que delirás pero sé que vos a mi ya no me agarrás más. Creo en Bayer, creo en Philips y en la NBA creo todo lo que dice la publicidad creo en leyes y en tratados, creo en la OTAN creo en Carlos Castañeda y creo en su Don Juan creo en ángeles y brujas, creo en yemanyá creo en elfos, creo en gnomos, creo en Sarabá. Ketzacoal, Maradona y el Maracaná, creo todo lo que dicen los testigos de Jeovha pero a vos ya no te creo no te creo más, no te creo ni la hora ya no me engañás y no sé si estás mintiendo o es que delirás pero sé que vos a mi ya no me agarrás más. Creo en todo el abanico de la religión y también en casi toda la televisión creo en el maestro Ibaiman y en Abel Santa Cruz en el Papa, en el Corán y en la divina luz creo mucho en el destino y en el karma más creo en mi y en Saratustra y en Santo Tomás Creo en la democracia y el orden feudal, creo en la diferencia entre el bien y el mal, pero a vos ya no te creo no te creo más, no te creo ni la hora ya no me engañás y no sé si estás mintiendo o es que delirás pero sé que vos a mi ya no me agarrás más.
Leo Masliah

6 de jan. de 2009

Palestina Livre

Na Faixa de Gaza, palestino com a camisa do São Paulo protesta contra os ataques aéreos de Israel.(Foto:Reuters)

Frente por frente da opressão e a ignorância,

rebeldes somos sem repouso.

A luz somos do caminho,

a justiça e a fé,

somos fontes de luta,

guardiões do lar.

Ó Palestina, somos -bem o sabes-

construtores de civilização

encabalados nos séculos.

A nossa mensagem trazemos

para os primeiros e os últimos.

Com sangue livre purificamos a tua terra:

com tal oferenda, como não há ser pura?

Na nossa marcha os povos nos acompanham

para a alvorada gloriosa.

Um só mundo é a nossa insígnia

e uma eterna liberdade para os homens.



Abd al-Karim al-Karmi(mais conhecido como Abu Salma), poeta palestino do começo do século XX, ele também expatriado, ele também morto longe da sua amada terra de Tulkarém.

26 de dez. de 2008

MeU pÉ dE bReChErEt




sEgUnDoElEéOdEdOmAsPoDeRiAsEroPéPeNaQuENãO dEuPrAiRAoPeDiCuRi














28 de nov. de 2008

Ai Se sEsSe


Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém se acontecesse
de São Pedro não abrisse
a porta do céu
e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse
pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tavés que nois dois ficasse
Tavés que nois dois caisse
E o céu furado arriasse
e as virgi toda fugisse.
(poeta Zé da Luz)

31 de out. de 2008

SíNdRoMe De EsToCoLmO


no
subsolo
um
porão
frio
escuro
nem um
feixe de luz
o ar
pesado
sem ter
como
respirar
como
enxergar
o desespero
claustrofóbico
o pânico
que lugar é esse
sentei-me
ao chão
esperando
que meus olhos
se adaptassem
à escuridão
e só então
percebi que
era refém
da minha
própria
ignorância

19 de out. de 2008

cinco anos de saudade


Velho companheiro que saudade de você, onde está você? Choro nesse canto a sua ausência, seu silêncio e a distância que se fez tão grande e levou você de vez daqui. Sabe companheiro, algo em mim também morreu, desapareceu junto com você. E hoje esse meu peito mutilado, bate assim descompassado. Que saudade de você!
(cláudio Nucci)

9 de set. de 2008

Canção para me despertar



Na minha cidade tem poetas,poetas
que chegam sem tambores nem trombetas, trombetas
E sempre aparecem quando menos aguardados,
guardados, guardados,
Entre livros e sapatos, em baús empoeirados.
Saem de recônditos lugares no ares, nos ares,
Onde vivem com seus pares seus pares, seus pares,
Seus pares e convivem com fantasmas multicores,
de cores, de cores,
Que te pintam as olheiras e te pedem que
não chores
Suas ilusões são repartidas partidas, partidas,
Entre mortos e feridas, feridas, feridas,
Mas existem com palavras, confundidas, fundidas,
fundidas,
Ao seu triste passo lento pelas ruas e avenidas.

Não desejam glórias nem medalhas, medalhas,
medalhas,
Se contentam com migalhas, migalhas
Migalhas de canções e brincadeiras com seus
versos dispersos, dispersos,
Obcecados pela busca de tesouros submersos.
Fazem quatrocentos mil projetos, projetos, projetos,
Que jamais são alcançados cansados, cansados,
Nada disso importa enquanto eles escrevem, escrevem, escrevem,
O que sabem que não sabem e o que dizem que não devem.
Andam pelas ruas os poetas, poetas, poetas,
Como se fossem cometas, cometas, cometas,

Num estranho céu de estrelas idiotas e outras, e outras,
Cujo brilho sem barulho veste suas caldas tortas.

Na minha cidade tem canetas, canetas, canetas,
Esvaindo-se em milhares, milhares,
Milhares de palavras retorcidas e confusas, confusas, confusas,
Em delgados guardanapos, feito moscas inconclusas.
Andam pelas ruas escrevendo e vendo, e vendo,
Que eles vêm nos vão dizendo, dizendo,
E sendo eles poetas de verdade enquanto espiam e piram, e piram,
Não se cansam de falar do que eles juram que não viram.
Olham para o céu esses poetas, poetas, poetas,
Como se fossem lunetas, lunetas, lunáticas,
Lançadas ao espaço e o mundo inteiro, inteiro, inteiro,
Fossem vendo pra depois voltar pro Rio de Janeiro.
Biromes y Servilletas do Leo Masliah

16 de ago. de 2008

5 de ago. de 2008

lucidez


a loucura é tão clara
quanto o escuro da lucidez,
e ser claro a essa altura
é o mesmo que riscar o fósforo pela
segunda vez.

lobão