30 de set de 2010

Bob Dylan no cinema

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No Direction Home - Martin Scorsese

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I'm Not There - Todd Haynes

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Factory Girl - George Hickenlooper

15 de set de 2010

L’Arrivée d’un Train em Gare de La Ciotat

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"Não consigo nunca esquecer aquela obra de gênio criada no século passado, o filme que foi o começo de tudo – L’Arrivée d’un Train em Gare de La Ciotat. Esse filme, feito por Auguste Lumière, foi simplesmente o resultado da invenção da câmera, da película e do projetor.O espetáculo, que só dura meio minuto, mostra um trecho da plataforma ferroviária banhada pela luz do sol, damas e cavalheiros caminhando por ali, e o trem que surge do fundo do quadro e avança em direção à câmera. À medida que o trem se aproximava, instaurava-se o pânico na sala de projeção, e as pessoas saíam correndo. Foi neste momento que nasceu o cinema, e não se tratava apenas de uma questão de técnica ou de uma nova maneira de reproduzir o mundo. Surgira, na verdade, um novo princípio estético. Pela primeira vez na história das artes, na história da cultura, o homem descobria um modo de registrar uma impressão de tempo."

Andrei Tarkovski, Esculpir o tempo.

9 de set de 2010

<< PARA CONSTAR EM UM PAINEL DE RECADO >>

ATÉ OUTRA DIA, DE NOVO
Que seja num dia, assim, ao amanhecer é melhor,
pois nos encontramos por demais vezes, quando o sol já se deitara.
Numa hora vespertina? Também não, pois muito que estivemos nelas,
em tantos trabalhos juntos, que até perdi a conta.
De repente deixamos de nos ver, falar, ou até rir de coisas a toa,
porque se interpôs uma dessas circunstâncias obtusas, inexplicáveis, implacáveis.
Inexoráveis, dizem ser assim.
E eu não mais te procurei porque me diziam de nada adiantar,
ou porque usei de receio covarde, incômodo pudor para me defender e,
de certa forma, nos proteger.
Agora é por demais tarde para te dizer isso.
Nada mais vale a pena se falar nem pensar,
pois também nada sei do que acontece depois que se desliga essa última conexão com a vida quando, talvez, religam-se outros cordões condutores de coisas que nem sei perceber de que maneira elas serão.
Tomara descanses bem onde estiveres, hoje,
pois tenho a impressão, neste mesmo instante em que escrevo,
ter a vida castigado muito teu corpo sem permitir um tempo que usufruísses de merecido repouso.
Fico eu, ainda por aqui, enquanto isso for uma permissão, até que a mim seja reservado um outro lugar que deva, por merecimento, ocupar.
Por isso é bom que até lá estejas atento, para me dizer do teu endereço, pois nessa ocasião vou pedir permissão para te visitar e (quem sabe?), novamente possamos rir de coisas a toa.
Quiçá isso aconteça numa data qualquer, mas, de preferência ao amanhecer, igual como soube - hoje - da notícia de ti.
Dorme em paz, meu amigo.
jbibas (em 9 de setembro de 2010, quando me avisaram que o amigo Paulo Martins se foi daqui)

5 de set de 2010

3 de set de 2010

Pra começar SETEMBRO!!!

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Vamos começar colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer quando aquela de trás apagou

E vamos terminar inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
Paulinho Moska