1 de dez. de 2009

Pobre Robin Williams




Mr.Williams,
Não me causou nenhuma perplexidade a sua "brincadeirinha"
sobre o Brasil naquele programinha da TV americana.
Não mais do que quando você serviu de
GAROTO PROPAGANDA DO BUSH na INVASÃO AO IRAQUE.

Tudo bem que você é viciado em álcool e cocaína 

e já foi internado, por vezes, 
em clínicas para tratamento 
de dependes químicos.
Esse não é o problema.
O problema é que você preferiu a piada em detrimento dos fãs brasileiros.

Que pena Mr. William!!!


18 de nov. de 2009

Tim Burton no MoMa



Se não conseguir o visto a tempo, vai no site do MOMA ou visita a página do TIM BURTON na net, que lógico, é genial.

8 de nov. de 2009

miedo




Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá

Lenine

30 de out. de 2009

COMO OS "NOSSOS" PAIS???

O caso que aconteceu a uma garota na Universidade Bandeirantes UNIBAN de São Bernardo dos Campos (click) é apenas uma triste constatação do que se tornou os jovens classe média do século XXI.
Inseguros, confusos, querem tudo ao mesmo tempo agora, mas não conseguem pagar suas próprias contas, não leem, não sabem de nada do que acontece no mundo e nem mesmo  debaixo de seus próprios narizes.
Mas se orgulham de sair na noite e de beijar muitas bocas, não precisam usar camisinha porque AIDS é "coisa de viado", adorariam provar as "mulheres frutas", obviamente longe dos olhares das suas namoradas.
Pois eles se indignam com o vulgar quando estão acompanhados de seus pares.

"como uma "vagabunda" ousa dividir comigo o meu espaço intelectual? não, aqui não, aqui não pode."

Eu poderia repetir o que canta o poeta "eu não queria a juventude assim perdida..." 

Não,  isso não me causa pena, me causa medo, desespero, pavor.
Hoje eles jogam ovos de cima dos seus duplex, espancam travestis e queimam índios e mendigos.

Amanhã eles governarão o país, eles estarão no poder, nas grandes empresas, nos jornais, nas escolas e universidades, eles farão as leis, as aprovarão e as executarão.



28 de out. de 2009

A história de Lily Braun

Como num romance
O homem de meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom

Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz

E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão foi desde então
Ficando flou

Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues

Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris

E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê

Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar

Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz.




Chico buarque

26 de set. de 2009

sacou?

A viagem não acaba nunca. 
Só os viajantes acabam. 
E mesmo estes podem prolongar-se em memória, 
em lembrança, em narrativa. 
Quando o visitante sentou na areia da praia e disse: 
"Não há mais o que ver", 
saiba que não era assim. 
O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. 
É preciso ver o que não foi visto, 
ver outra vez o que se viu já, 
ver na primavera o que se vira no verão, 
ver de dia o que se viu de noite, 
com o sol onde primeiramente a chuva caía, 
ver a seara verde, o fruto maduro, 
a pedra que mudou de lugar, 
a sombra que aqui não estava. 
É preciso voltar aos passos que foram dados, 
para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. 
É preciso recomeçar a viagem. 
Sempre.
José Saramago

18 de set. de 2009

nO hAy BaNdA

quieta
muda
o silêncio é ensurdecedor
penso o que em mim calou
peso tudo
somo
multiplico
divido
subtraio
a conta não dá certo
a equação está errada
calculo de novo
exato
errado

algo mudou
o ciclo se completa
e logo
o silêncio dará lugar
a novos sons
então
esqueço a aritmética
e lembro do som da minha voz

11 de set. de 2009

SyMpAtHy FoR tHe DeViL

Please allow me to duce myself

I'm a man of wealth and taste

I've been around for a long, long year

Stole many a man's soul and faith

And I was 'round when Jesus Christ

Had his moment of doubt and pain

Made damn sure that Pilate

Washed his hands and sealed his fate

Pleased to meet you

Hope you guess my name

But what's puzzling you

Is the nature of my game

I stuck around St. Petersberg

When I saw it was a time for a change

Killed the Czar and his ministers

Anastasia screamed in vain

I rode a tank

Held a general's rank

When the Blitzkrieg raged

And the bodies stank

Pleased to meet you

Hope you guess my name,oh yeah

But what's puzzling you

Is the nature of my game,oh yeah

I watched with glee

While your kings and queens

Fought for ten decades

For the Gods they made

I shouted out

"Who killed the Kennedys?"

When after all

It was you and me

Let me please duce myself

I'm a man of wealth and taste

And I laid traps for troubadors

Who get killed before they reached Bombay

Pleased to meet you

Hope you guess my name,oh yeah

But what's puzzling you

Is the nature of my game,oh yeah, get down, baby

Pleased to meet you

Hope you guessed my name, oh yeah

But what's confusing you

Is just the nature of my game


Just as every cop is a criminal

And all the sinners Saints

As heads is tails

Just call me Lucifer

'Cause I'm in need of some restraint
So if you meet me

Have some courtesy

Have some sympathy, and some taste

Use all your well-learned politesse

Or I'll lay your soul to waste, um yeah

Pleased to meet you

Hope you guess my name,um yeah

But what's puzzling you

Is the nature of my game,um baby, get dow...

Rolling Stones

28 de ago. de 2009

Pra festejar a vida e o tempo

eu acho que a vida anda passando a mão em mim

eu acho que a vida anda passando a mão

eu acho que a vida anda passando

eu acho que a vida anda

a vida anda em mim

a vida anda

eu acho que há vida em mim

há vida em mim

acho que a vida anda passando

a vida anda passando a mão em mim

e por falar em sexo

quem anda me comendo é o tempo

se bem que já faz tempo, mas eu escondia

porque ele me pegava a força

e por trás

até que um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo, se você tem que me comer

que seja com meu consentimento, e me olhando nos olhos…

eu acho que eu ganhei o tempo

de lá pra cá ele tem sido bom comigo

dizem

que ando até remoçando.

viviane mosé – vida/tempo

22 de ago. de 2009

De novo um novo amor - para Sophie Calle

ah Sophie

foste te apaixonar por um contador de histórias?

um encantador de serpentes?

você não sabe que o coração de um ilusionista mente?

Você não tinha que ter acreditado nesta relação,

com contrato, com acordo,

E com convenção

Amor não vive sob tutela

Ama o tempo que dura

Depois que se esvai

Não adianta ter cautela

Sophie

a tua dor

transformastes em arte

e eu que também sofri

assisti ao espetáculo

e me senti muito próxima de ti

pela arte e pela dor

que nos tornam fortes

e nos fazem acreditar

de novo num grande amor


6 de ago. de 2009

O evangelho segundo Dostoiévski

... assim também eu infestei com a minha presença essa terra que antes de mim era feliz e não conhecia o pecado. Eles aprenderam a mentir e tomaram amor pela mentira e conheceram a beleza da mentira. Ah, isso talvez tenha começado inocentemente, por brincadeira, por coquetismo, por um jogo de amor, na verdade, talvez, por um átomo, mas esse átomo de mentira penetrou no seu coração e lhes agradou. Depois rapidamente nasceu a volúpia, a volúpia gerou o ciúme, o ciúme - a crueldade... Ah, não sei, não lembro, mas depressa, bem depressa respingou o primeiro sangue: eles se espantaram e se horrorizaram, e começaram a se dispersar, a se dividir. Surgiram alianças, mas dessa vez umas contra as outras. Começaram as acusações, as censuras. Conheceram a vergonha, e a vergonha erigiram em virtude. Nasceu a noção de honra, e cada aliança levantou a sua própria bandeira. Passaram a molestar os animais, e os animais fugiram deles para as florestas e se tornaram seus inimigos. Começou a luta pela separação, pela autonomia, pela individualidade, pelo meu e pelo teu. Passaram a falar línguas diferentes. Conheceram a dor e tomaram amor pela dor, tinham sede de tormento e diziam que a verdade só se alcança pelo tormento. Então no meio deles surgiu a ciência. Quando se tornaram maus, começaram a falar de fraternidade e humanidade e entenderam essas idéias. Quando se tornaram criminosos, conceberam a justiça e prescreveram a si mesmos códigos inteiros para mantê-la, e para garantir os códigos instalaram a guilhotina. Mal se lembravam daquilo que perderam, não queriam acreditar nem mesmo que um dia foram inocentes e felizes. Riam da possibilidade de um passado assim para a sua felicidade, e o chamavam de ilusão...

trecho do conto "O sonho de um homem ridículo" de Dostoiévski

17 de jul. de 2009

Mais

vem cá
põe a tua mão no meu peito
e vê só o jeito que vc deixou meu coração

sentiu?
pois é, isso é amor

ainda não é todo
ainda não é tudo
ainda não é muito

quero mais tempo de vida
quero mais tempo contigo
pra poder te amar muito mais

é verdade
eu quero

três anos não bastam
três anos é pouco
quero te amar o dobro
ainda tem muito mais



então meu amor
não esqueça
te quero muito mais
que pareça
te quero mais que todos.