11 de jul. de 2009

Lúcio Flávio Pinto e a VERDADE dos fatos

Ao caro leitor

Li com estupefação, perplexidade e indignação a sentença que ontem [6/7] me impôs o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª Vara Cível de Belém do Pará. Ao fim da leitura da peça, perguntei-me se o magistrado tem realmente consciência do significado do poder que a sociedade lhe delegou para fazer justiça, arbitrando os conflitos, apurando a verdade e decidindo com base na lei, nas evidências e provas contidas nos autos judiciais, assim como no que é público e notório na vida social. Ou, abusando das prerrogativas que lhe foram conferidas para o exercício da tutela judicial, utiliza esse poder em benefício de uma das partes e em detrimento dos direitos da outra parte.

O juiz deliberou sobre uma ação cível de indenização por dano moral que contra mim foi proposta, em 2005, pelos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos da maior corporação de comunicação do norte do país, o Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão. O pretexto da ação foi um artigo que escrevi para um livro publicado na Itália e que reproduzi no meu Jornal Pessoal, em setembro daquele ano.

O magistrado acolheu integralmente a inicial dos autores. Disse que, no artigo, ofendi a memória do fundador do grupo de comunicação, Romulo Maiorana, já falecido, ao dizer que ele atuou como contrabandista em Belém na década de 50. Condenou-me a pagar aos dois irmãos indenização no valor de 30 mil reais, acrescida de juros e correção monetária, além de me impor o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, arbitrados pelo máximo permitido na lei, de 20% sobre o valor da causa.

O juiz também me proibiu de utilizar em meu jornal "qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes". Também terei que publicar a carta que os irmãos Maiorana me enviarem, no exercício do direito de resposta. Se não cumprir a determinação, pagarei multa de R$ 30 mil e incorrerei em crime de desobediência.

As penas aplicadas e as considerações feitas pelo juiz para justificá-las me atribuem delitos que não têm qualquer correspondência com os fatos, como demonstrarei.

O juiz alega na sua sentença que escrevi o artigo movido por um "sentimento de revanche" contra os irmãos Maiorana. Isto porque, "meses antes de tamanha inspiração", me envolvi "em grave desentendimento" com eles.

O "grave desentendimento" foi a agressão que sofri, praticada por um dos irmãos, Ronaldo Maiorana. A agressão foi cometida por trás, dentro de um restaurante, onde eu almoçava com amigos, sem a menor possibilidade de defesa da minha parte, atacado de surpresa que fui. Ronaldo Maiorana teve ainda a cobertura de dois policiais militares, atuando como seus seguranças particulares. Agrediu-me e saiu, impune, como planejara. Minha única reação foi comunicar o fato em uma delegacia de polícia, sem a possibilidade de flagrante, porque o agressor se evadiu. Mas a deliberada agressão foi documentada pelas imagens de um celular, exibidas por emissora de televisão de Belém.

Inversão de pólos

O artigo que escrevi me foi encomendado pelo jornalista Maurizio Chierici, para um livro publicado na Itália. Quando o livro saiu, reproduzi o texto no Jornal Pessoal, oito meses depois da agressão.

Diz o juiz que o texto possui "afirmações agressivas sobre a honra" de Romulo Maiorana pai, tendo o "intuito malévolo de achincalhar a honra alheia", sendo uma "notícia injuriosa, difamatória e mentirosa".

A leitura isenta da matéria, que, obviamente, o magistrado não fez, revela que se trata de um pequeno trecho inserido em um texto mais amplo, sobre as origens do império de comunicação formado por Romulo Maiorana. Antes de comprar uma empresa jornalística, desenvolvendo-a a partir de 1966, ele estivera envolvido em contrabando, prática comum no Pará até 1964. Esse fato é de conhecimento público, porque o contrabando fazia parte dos hábitos e costumes de uma região isolada por terra do restante do país. O jornal A Província do Pará, um dos mais antigos do Brasil, fundado em 1876, se referiu várias vezes a esse passado em meio a uma polêmica com o empresário, travada em 1976.

Três anos antes, quando se habilitou à concessão de um canal de televisão em Belém, que viria a ser a TV Liberal, integrada à Rede Globo, Romulo Maiorana teve que usar quatro funcionários, assinando com eles um "contrato de gaveta" para que aparecessem como sendo os donos da empresa habilitada e se comprometendo a repassar-lhe de volta as suas ações quando fosse possível. O estratagema foi montado porque os órgãos de segurança do governo federal mantinham em seus arquivos restrições ao empresário, por sua vinculação ao contrabando, não permitindo que a concessão do canal de televisão lhe fosse destinado. Quando as restrições foram abolidas, a empresa foi registrada em nome de Romulo.

Os documentos comprobatórios dessa afirmação já foram juntados em juízo, nos processos onde os fatos foram usados pelos irmãos Maiorana como pretexto para algumas das 14 ações que propuseram contra mim depois da agressão, na evidente tentativa de inverter os pólos da situação: eu, de vítima, transmutado à condição de réu.

Constituição violada

Todos os fatos que citei no artigo são verdadeiros e foram provados, inclusive com a juntada da ficha do SNI (Serviço Nacional de Informações), que, na época do regime militar, orientava as ações do governo. Logo, não há calúnia alguma, delito que diz respeito a atribuir falsamente a prática de crime a alguém.

Quanto ao ânimo do texto, é evidente também que se trata de mero relato jornalístico, uma informação lateral numa reconstituição histórica mais ampla. Não fiz nenhuma denúncia, por não se tratar de fato novo, nem esse era o aspecto central do artigo. Dele fez parte apenas para explicar por que a TV Liberal não esteve desde o início no nome de Romulo Maiorana pai, um fato inusitado e importante, a merecer registro.

O juiz justificou os 30 mil reais de indenização, com acréscimos outros, que podem elevar o valor para próximo de 40 mil reais, dizendo que a "capacidade de pagamento" do meu jornal "é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhe garante um bom lucro".

Não há nos autos do processo nada, absolutamente nada para fundamentar as considerações do juiz, nem da parte dos autores da ação. O magistrado não buscou informações sobre a capacidade econômica do Jornal Pessoal, através do meio que fosse: quebra do meu sigilo bancário, informações da Receita Federal ou outra forma de apuração.

O público e notório é exatamente o oposto. Meu jornal nunca aceitou publicidade, que constitui, em média, 80% da fonte de faturamento de uma empresa jornalística. Sua receita é oriunda exclusivamente da sua venda avulsa. A tiragem do jornal sempre foi de 2 mil exemplares e seu preço de capa, há mais de 12 anos, é de 3 reais. Descontando-se as comissões do distribuidor e do vendedor (sobretudo bancas de revista), mais as perdas, cortesias e encalhes, que absorvem 60% do preço de capa, o retorno líquido é de R$ 1,20 por exemplar, ou receita bruta de R$ 2,4 mil por quinzena (que é a periodicidade do jornal). É com essa fortuna que enfrento as despesas operacionais do jornal, como o pagamento da gráfica, do ilustrador/diagramador, expedição, etc. O que sobra para mim, quando sobra, é quantia mais do que modesta.

Assim, o valor da indenização imposta pelo juiz equivale a um ano e meio de receita bruta do jornal. Aplicá-la significaria acabar com a publicação, o principal objetivo por trás dessas demandas judiciais a que sou submetido desde 1992.

Além de conceder a indenização requerida pelos autores para os supostos danos morais que teriam sofrido por causa da matéria, o juiz me proibiu de voltar a me referir não só ao pai dos irmãos Maiorana, mas a eles próprios, extrapolando dessa forma os parâmetros da própria ação. Aqui, a violação é nada menos do que à Constituição do Brasil e ao Estado democrático de direito vigente no país, que vedam a censura prévia. A ofensa se torna ainda mais grave e passa a ter amplitude nacional e internacional.

Ira e represália

Finalmente, o magistrado me impõe acatar o direito de resposta dos irmãos Maiorana, direito que eles jamais exerceram. É do conhecimento público que o Jornal Pessoal publica – todas e por todo – as cartas que lhe são enviadas, mesmo quando ofensivas. Em outras ações, ofereci aos irmãos a publicação de qualquer carta que decidissem escrever sobre as causas, na íntegra. Desde que outra irmã iniciou essa perseguição judicial, em 1992, jamais esse oferecimento foi aceito pelos Maiorana. Por um motivo simples: eles sabem que não têm razão no que dizem, que a verdade está do meu lado. Não querem o debate público. Seu método consiste em circunscrever-me a autos judiciais e aplicar-me punição em circuito fechado.

Ao contrário do que diz o juiz Raimundo das Chagas, contrariando algo que é de pleno domínio público, o Jornal Pessoal não tem "bom lucro". Infelizmente, se mantém com grandes dificuldades, por seus princípios e pelo que é. Mas dispõe de um grande capital, que o mantém vivo e prestigiado há quase 22 anos: é a sua credibilidade. Mesmo os que discordam do jornal ou o antagonizam, reconhecem que o JP só diz o que pode provar. Por assim se comportar desde o início, incomoda os poderosos e os que gostariam de manipular a opinião pública, conforme seus interesses pessoais e comerciais, provocando sua ira e sua represália. A nova condenação é mais uma dessas vinganças. Mas com o apoio da sociedade, o Jornal Pessoal sobreviverá a mais esta provação.

Belém, 7 de julho de 2009

Lúcio Flávio Pinto

3 de jul. de 2009

rascunho


a melhor hora para escrever e a hora de dormir,
quando deito a cabeça no travesseiro,
minha produção literária é maravilhosa,
disserto sobre muitos temas,
componho textos descritivos incríveis,
conto histórias reais e fantásticas,
faço relatos de vida e de morte,
induzo, tenciono, comovo, revolto,
faço de mim minha melhor leitora.

escrevo sem papel e sem caneta,
sem teclado e sem mouse.

essa é a minha melhor inspiração.
assim eu adormeço, e
então, tudo se transforma em sonho,
evapora...

como disse o poeta,
sou espectadora de mim mesma
.

25 de jun. de 2009

Moonwalk





Vai menino,
Vai andar na lua

Agora és livre

Podes ter a cor que quiseres

Ter os amigos que escolheres

E as paixões que desejares


Vai menino, Vai andar na lua

Tua solidão acabou
Podes correr, rir e voar

Não precisas mais ter medo de nada

Nem de escuro e nem de fantasmas


Vai menino,
Vai andar na lua


Agora estás para sempre
Na terra que sempre desejastes

23 de jun. de 2009

PoBrE sÃo PaUlO, pObRe PaUliStA



enquanto eu assinava o abaixo assinado do greenpeace contra o desmatamento na amazônia...

22 de jun. de 2009

Alice no País das Maravilhas


obaaaaaaaaaaaaaaa,
Tim Burton está de volta e com ele
Johnny Depp, trazendo o maravilhoso,
Alice no País das Maravilhas.

agora é rezar pra 2010 chegar logo!!!

12 de jun. de 2009

MeNaGeAtRoIs

Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
Fernando Pessoa



Doente. Sinto-me com febre e com delírio Enche-se o quarto de fantasmas Uma visão desenha-se ante mim Debruça-se de leve… É uma mulher de sonho e suavidade E disse-me baixinho: “Eu me chamo Saudade, E venho para levar-te o coração doente! Não sofrerás mais; serás fria como o gelo; Neste mundo de infâmia o que é que importa sê-lo Nunca tu chorarás por tudo mais que vejas!” E abriu-me o meu seio; tirou-me o coração Despedaçado já sem uma palpitação, Beijou-me e disse “Adeus!” E eu: “Bendita sejas!…”
Florbela Espanca


...Que dias há que na alma me tem posto Um não sei quê, que nasce não sei onde, Vem não sei como, e dói não sei porquê." ...porque o amor é assim mesmo... Sente-se...apenas!
Luis de Camões

11 de jun. de 2009

ReLiCáRiO


tenho um relicário que levo comigo para todos os lugares que vou.
guardo dentro dele minhas memórias,
falo da memória afetiva,
tudo aquilo que vivi intensamente,
meus sentimentos,
bons ou ruins.
tudo aquilo que me "formatou", que me deu a consistência que tenho.
meu relicário guarda minhas relíquias,
que se confundem e se fundem com muitas outras,
pessoas que passaram,
que ficaram
e que sempre estarão.

meu relicário conta toda a minha história,

por isso ele é aberto à visitação

mas apenas pra convidados.

24 de mai. de 2009

Adioses y Bienvenidas Mário








Táctica y estrategia

Mi táctica es
mirarte
aprender como sos
quererte como sos.

Mi táctica es
hablarte
y escucharte
construir con palabras
un puente indestructible.

Mi táctica es
quedarme en tu recuerdo
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
pero quedarme en vos.

Mi táctica es
ser franco
y saber que sos franca
y que no nos vendamos
simulacros
para que entre los dos

no haya telón
ni abismos.

Mi estrategia es
en cambio
más profunda y más
simple.

Mi estrategia es
que un día cualquiera
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
por fin me necesites.

Mário Benedetti

9 de abr. de 2009

PaSsAgEm DaS hOrAs



Não sei sentir,
não sei ser humano,

não sei conviver de dentro da alma triste,
com os homens, meus irmãos na terra.
Não sei ser útil,
mesmo sentindo ser prático, cotidiano, nítido.
Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo.
Mas tudo ou nada sobrou ou foi pouco,
não sei qual, e eu sofri.
Eu vivi todas as emoções,
todos os pensamentos,
todos os gestos
,
e fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.

Amei e odiei como toda a gente.
Mas para toda a gente isso foi normal e instintivo
,
Para mim sempre foi a exceção,

o choque,
a válvula,
o espasmo.

Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto de mais ou de menos.
Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos,
a vida chega a doer,

a enjoar,

a cortar,

a roçar,

a ranger,

a dar vontade de dar pulos,

de ficar no chão,

de sair para fora de todas as casas,

de todas as lógicas,

de todas as sacadas,

e ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos.

Álvaro de Campos , ou seja, Fernando Pessoa

19 de fev. de 2009

PrAqUeMnÃoSaBeAmAr


Pros miseráveis que andam pelo mundo derrotados,

Pras pessoas de alma bem pequena remoendo pequenos problemas,
querendo sempre aquilo que não têm.

Pra quem vê a luz, mas não ilumina suas minicertezas,
vive contando dinheiro,
e não muda quando é lua cheia.

Pra quem não sabe amar,
fica esperando alguém que caiba nos seus sonhos,
como varizes que vão aumentando,
como insetos em volta da lampada.

Vamos pedir piedade pra essa gente careta e covarde.
Senhor piedade, lhes dê grandeza e um pouco de CORAGEM.
(cazuza)

24 de jan. de 2009

No me agarrás más


Creo en Dios, creo en Buda, creo en el I Chin creo en todos los mormones y en el Tao te kin creo en Cristo y en Jesus y en lo Ayatolas y te juro por Dios que creo en Satanás creo en platos voladores, creo en el amor y también creo en al odio y creo en el rencor. Creo en el Pastor Jimenes, creo en Rasputín y hasta tengo una secreta fe en Tribilín pero a vos ya no te creo no te creo más, no te creo ni la hora ya no me engañás y no sé si estás mintiendo o es que delirás pero sé que vos a mi ya no me agarrás más. Creo en Krishna, creo en Thor, creo en Belsebú y en las buenas intenciones de Patoruzú también creo en las piramides y en el gurú creo todo lo que dice Pedro Romaniuk soy creyente de la Fifa, creo en Avelange y me trago lo del pelo de Silvio Soldán Creo en Yeltsyn, en Valesha, creo en Arafath creo en Viscontea y en editorial Salvat, pero a vos ya no te creo no te creo más, no te creo ni la hora ya no me engañás y no sé si estás mintiendo o es que delirás pero sé que vos a mi ya no me agarrás más. Creo en Bayer, creo en Philips y en la NBA creo todo lo que dice la publicidad creo en leyes y en tratados, creo en la OTAN creo en Carlos Castañeda y creo en su Don Juan creo en ángeles y brujas, creo en yemanyá creo en elfos, creo en gnomos, creo en Sarabá. Ketzacoal, Maradona y el Maracaná, creo todo lo que dicen los testigos de Jeovha pero a vos ya no te creo no te creo más, no te creo ni la hora ya no me engañás y no sé si estás mintiendo o es que delirás pero sé que vos a mi ya no me agarrás más. Creo en todo el abanico de la religión y también en casi toda la televisión creo en el maestro Ibaiman y en Abel Santa Cruz en el Papa, en el Corán y en la divina luz creo mucho en el destino y en el karma más creo en mi y en Saratustra y en Santo Tomás Creo en la democracia y el orden feudal, creo en la diferencia entre el bien y el mal, pero a vos ya no te creo no te creo más, no te creo ni la hora ya no me engañás y no sé si estás mintiendo o es que delirás pero sé que vos a mi ya no me agarrás más.
Leo Masliah

6 de jan. de 2009

Palestina Livre

Na Faixa de Gaza, palestino com a camisa do São Paulo protesta contra os ataques aéreos de Israel.(Foto:Reuters)

Frente por frente da opressão e a ignorância,

rebeldes somos sem repouso.

A luz somos do caminho,

a justiça e a fé,

somos fontes de luta,

guardiões do lar.

Ó Palestina, somos -bem o sabes-

construtores de civilização

encabalados nos séculos.

A nossa mensagem trazemos

para os primeiros e os últimos.

Com sangue livre purificamos a tua terra:

com tal oferenda, como não há ser pura?

Na nossa marcha os povos nos acompanham

para a alvorada gloriosa.

Um só mundo é a nossa insígnia

e uma eterna liberdade para os homens.



Abd al-Karim al-Karmi(mais conhecido como Abu Salma), poeta palestino do começo do século XX, ele também expatriado, ele também morto longe da sua amada terra de Tulkarém.

26 de dez. de 2008

MeU pÉ dE bReChErEt




sEgUnDoElEéOdEdOmAsPoDeRiAsEroPéPeNaQuENãO dEuPrAiRAoPeDiCuRi